Faltou energia no Hospital João Alves e gerador não funciona!
Uma queda de energia ocorrida na região onde fica localizado o Hospital de Urgência de Sergipe, o João Alves Filho poderia ser apenas mais uma falha ocasionada por qualquer motivo e passaria despercebida.
Isso mesmo, passaria despercebida, mas não passou!
O problema se agravou ao nível extremo, quando os funcionários acionaram o gerador de energia do Hospital e esse não funcionou!
A imprensa sergipana está no local nesse momento de angústia, principalmente porque diversos pacientes estão com suas vidas dependendo de aparelhos, que precisam de energia para funcionarem.
Os detalhes dessa falta de responsabilidade absurda, você acompanhará aqui no nosso blog.
RS: Aprovada tortura e execução de animais!
Quando exerceu o mandato de Deputado Estadual, o petista Edson Portilho, do Rio Grande do Sul, que hoje é vereador, apresentou uma proposta, que lamentavelmente foi aprovada pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e criou um projeto de lei permitindo que os animais sejam torturados e sacrificados em rituais religiosos.
Com receio da manifestação dos defensores dos animais e do meio ambiente, o petista marcou a apresentação para votação da lei num dia de julho. No entanto, fez um chamado urgente e marcou a reunião às pressas, mais cedo.
Sem ninguém para protestar em defesa dos animais, e com o argumento que estaria beneficiando as religiões que praticam o “sacrifício” dos animais o projeto foi aprovado por 32 a 2.
A partir de agora, no Rio Grande do Sul, os animais poderão ter olhos e dentes arrancados e cortados em vários pedaços para fazer, dentre outros rituais, o “banho de sangue”. Depois de torturados, os animais que sobreviverem, serão executados.
Agora leia o que disse o deputado petista sobre o seu projeto: “As práticas realizadas nos rituais não estão enquadradas no código, não existe nenhuma crueldade. O que existe é uma sacralização desses animais, que são venerados e depois consumidos pelos próprios religiosos ou doados para entidades carentes”, afirmou o deputado estadual Edson Portilho, do PT do RS.
Presidente Lula ataca as redes de televisão do Brasil!
Durante evento ocorrido na cidade de Foz do Iguaçu, o Presidente Lula, que gosta de improvisar os seus discursos e falar de tudo, dessa vez se esquivou do assunto do dia, o escândalo do vazamento de informações sigilosas dos arquivos da Receita Federal, em que foram vítimas integrantes do PSDB e a própria filha do candidato tucano, Verônica Serra.
Lula preferiu, ao invés de explicar as providências que seu governo deve tomar, até agora ninguém sabe quais são, atacar as emissoras de televisão do Brasil. “Dá pra contar na minha mão de quatro dedos quantos programas educativos existem hoje na TV. É só sexo. Sexo às sete da manhã, sexo ao meio-dia, sexo à noite”. E completou, “Não temos uma TV que eduque as pessoas no País”.
O blog insiste na tese de que há, uma forte intenção dos atuais ocupantes do poder no governo federal, de implantar uma espécie de controle sobre o que é exibido nas emissoras de televisão, rádio, jornal e internet brasileiras. Um modelo parecido com o que existe atualmente na Venezuela, onde todos tem que falar bem do governo federal, sob pena de serem considerados “inimigos do povo”.
O PT aprovou durante um desses encontros realizados pelo partido uma cartilha onde diz claramente que é necessário o “controle da mídia”. Segundo os petistas, é preciso que exista “bom senso” na imprensa brasileira. Quando indagados sobre o tema, os líderes negam de forma dura que tenham alguma intenção de implantar a censura, mas não escondem que a imprensa brasileira não lhes é favorável.
Médico acusa SAMU de omissão de socorro!
Marcos Aurélio – Dr. Carlos Alberto, é verdade essa história que uma jovem, em trabalho de parto, não foi trazida pelo SAMU Estadual para a cidade de Itabaiana, e o senhor teve que trazê-la no seu carro particular?
Dr. Carlos Alberto – Isso aconteceu às 21h: 50m a ambulância da SAMU chegou aqui no hospital (Carira) que agora é um Centro de Saúde, porque o outro está em construção, há um ano e meio. A moça se chama Suiane de Oliveira Gomes, de 20 anos, residente na Praça dos Motoristas, aqui em Carira. Ela chegou na ambulância do SAMU. O SAMU trouxe aqui para o Centro de Saúde. Já estava com a bolsa rota e com dor, ai eu disse para o rapaz que aqui não faz parto, nós estamos trabalhando numa casa provisória, o hospital está fechado, então esses casos estão sendo feitos na maternidade São José. Então eu disse a eles que tinha que encaminhar para a maternidade São José, e o regulador disse que eu tinha que examinar, e aqui não tem nem sala para examinar e o COREM (Conselho Regional de Enfermagem) proibiu de fazer esse tipo de exame aqui na Unidade. Então a gente ficou sem condições de fazer esses exames. Tentei encaminhar para a maternidade de Itabaiana, o regulador não permitiu. Disse que ela tinha que ser admitida aqui, eu não podia fazer a ficha no hospital porque eu iria assumir que tinha condições de fazer, só faz a ficha se tiver condições de assumir, então eu liguei para o Coordenador do SAMU, Dr. Edivaldo, no telefone 8824-????. Ele é o coordenador da SAMU. Eu ligue para ele passei o quadro do que estava acontecendo e a resposta que ele meu deu foi que “quem tem que resolver é o médico regulador”.
Marcos Aurélio – A resposta do Coordenador do SAMU qual foi?
Dr. Carlos Alberto – Que quem tem que resolver é o médico regulador, que fica em Aracaju, no SAMU estadual. Ai eu disse a ele que ele entrasse em contato com esse regulador para ele liberar o caso, eu amanhã vou ao Ministério Público, vou prestar queixa e vou ligar para a imprensa. Ai ele disse vá para onde você quiser. Foi o que ele me respondeu.
Marcos Aurélio – Vá para onde você quiser, foi isso que o Coordenador do SAMU lhe respondeu?
Dr. Carlos Alberto - Vá para onde você quiser e faça o que você quiser. Ai eu desliguei o telefone e o pessoal da SAMU me disse, “olhe a gente vai deixar a moça aqui na porta e nós vamos embora”. E deixaram a mulher na porta do hospital. A SAMU foi recolhida para a base dela. Ai, então o que foi que eu fiz? Deixei o plantão, porque não podia mandar numa ambulância dessas pequenas, com uma auxiliar de enfermagem, sem estrutura, poderia a criança nascer no meio do caminho, e a auxiliar não sabia fazer o parto. Então eu peguei um kit de parto, o instrumental, botei no meu carro, na minha caminhoneta, e eu mesmo fui levar, porque se tivesse qualquer ocorrência, eu mesmo faria o parto no meio do caminho, e depois levava. Porque a maternidade São José só recebe uma criança que nasce fora da maternidade sem cortar o cordão umbilical, se cortar, ela não recebe.
Dr. Carlos Alberto – Então o município de Carira, além de estar sofrendo porque não está com sua maternidade, em decorrência do hospital não ter sido terminado há um ano e meio, ele está perdendo também todos os nascidos que são registrados em Itabaiana e passam a fazer parte como se fosse filhos de Itabaiana. E o PAB, que é o Plano de Assistência Básica paga por números de habitantes e Carira está perdendo todas as crianças que são de Carira e estão sendo contadas para o PAB de Itabaiana.
Dr. Carlos Alberto – Eu a levei no meu carro, foi observando pela enfermeira Luana e a moça que já estava com 6cm de dilatação, já em trabalho de parto adiantado, realmente com a bolsa rota, e o Dr. Carlos Alberto Carvalho admitiu e ficou lá internada. Eu mesmo assinei o internamento da moça como responsável.
Dr. Carlos Alberto – Isso é um caso de omissão e é um caso de descaso do Dr. Edivaldo, que é Coordenador do SAMU estadual e que tinha que tomar uma posição. O que é que ele tinha que fazer? Ligar para o médico regulador para saber o que estava ocorrendo e depois eu vou ligar para ele, vou conversar para ele para gente entrar em entendimento, depois eu retorno pro senhor e vou lhe dá uma posição. E não me dizer vá pra onde você quiser. Quem nunca viu? Que coordenador é esse?
Dr. Carlos Alberto - Que serviço de prestação do SAMU é esse? Já é a terceira vez que acontece isso. Na semana passada, foi diferente, a paciente veio com um parente para o hospital e eu solicitei o SAMU e ela não veio. Ai eu mandei numa ambulância pequena com uma auxiliar de enfermagem.
Dr. Carlos Alberto - Outra vez foi um esfaqueado na porta do SAMU quando estava o hospital ainda em funcionamento. Passou 40 minutos pra poder liberarem. Só liberou depois que eu liguei de madrugada para acordar Dra. Conceição que era a supervisora geral, e ela tomou as providências e em 2 minutos liberaram depois de 40 minutos com o povo na porta batendo na ambulância e perguntando, vai sair ou não vai? Vai deixar morrer aqui dentro?
Dr. Carlos Alberto – A gente sofre pressões, o hospital sofre pressões aqui, porque a gente saiu de lá do antigo que ainda está em reforma de passo lento e não termina e a prefeita aqui vai tomando xingamento também de um e de outro porque a prefeita não pode fazer nada porque a SAMU é estadual. E a construção e a reforma do hospital é um problema da Secretaria de Estado do Município.
Dr. Carlos Alberto – A reforma do hospital de Carira está sendo “feita” desde o início do atual governo e a previsão, segundo o Estado é para concluir em dezembro deste ano. No entanto, a obra está paralisada.
Coordenador do SAMU acusa médico de não fazer exames
Entrevista com o Coordenador de Regulação do SAMU estadual, que fala sobre a acusação feita pelo médico da cidade de Carira, Dr. Carlos Alberto, de que houve omissão de socorro por parte do SAMU a uma parturiente que já estava com 6cm de dilatação.
Marcos Aurélio - O senhor disse ao Dr. Carlos Alberto que ele se virasse para resolver o problema da parturiente que estava com 6cm de dilatação?
Dr. Edivaldo – Não, eu não disse não. Eu jamais diria isso. As pessoas que me conhecem sabem que eu não trato ninguém assim, principalmente um colega da mesma área. Eu apenas pedi que ele ligasse para a Central de Regulação, porque ele ligou para mim para poder fazer a regulação no caso de uma paciente do hospital. Só que as regulações do SAMU não devem ser feitas diretamente pelo meu telefone e sim com o telefone da Central e ele me informou que tinha ligado para a Central de Regulação, o SAMU e que a remoção não teria sido feita. Então eu retornei a ligação para a Central e o único pedido do médico regulador foi que o Dr. Carlos examinasse a paciente, porque ele não havia examinado a paciente, quem havia examinado a paciente teria sido uma parteira do hospital. Então, o médico regulador precisava da informação dada pelo médico, já que lá tem um médico de plantão, para que pudesse efetivar transferência. Como o colega recusou-se a examinar a paciente, então a solicitação não foi atendida.
Marcos Aurélio – O Dr. Carlos Alberto então se esquivou de fazer o exame na paciente?
Dr. Edivaldo – Olhe, ele pelo menos não deu as informações necessárias ao médico regulador.
Marcos Aurélio – O senhor está fazendo uma acusação ao médico, Dr. Carlos Alberto, o senhor confirma?
Dr. Edivaldo – O que eu posso dizer é, segundo o médico regulador, e está escrito no sistema de regulação que fica aqui na nossa Central de Regulação é que o colega não tinha examinado ainda a paciente.
Marcos Aurélio – E a palavra dele, enquanto médico, para que a paciente fosse deslocada para Itabaiana, uma vez que lá, em Carira, não tinha as condições para realizar o parto, não seria suficiente para que a equipe do SAMU trouxesse essa senhora para Itabaiana?
Dr. Edivaldo – Foi isso que eu orientei, que ele ligasse para a Central de Regulação, já que a regulação do sistema não deve ser feita com o meu celular, já que eu não estava na Central de Regulação. A ligação deve ser feita entre o médico de Carira, e o médico da Central de Regulação. Foi essa a orientação que eu dei para o colega.
Marcos Aurélio – Há alguma orientação, já que o senhor é o Coordenador de regulação do SAMU para que as ambulâncias do SAMU não devem levar pacientes para outros hospitais, que não seja o João Alves?
Dr. Edivaldo – Não. A orientação que existe na Central de Regulação, que não é da coordenação do SAMU, e sim do Ministério da Saúde, é que os casos de pequena e média complexidade sejam transferidos para os hospitais regionais, e que somente os casos de alta complexidade devem se dirigir ao HUSE. Essa é a orientação que é dada, não pela coordenação do SAMU, e sim pelo Ministério da Saúde, já que o atendimento do SAMU estadual passa através de portarias que foram normatizadas pelo Ministério da Saúde.
Marcos Aurélio - O Hospital São Lucas, por exemplo, se o paciente, ou seus familiares desejarem ir para esse hospital, ele pode ser levado pelo SAMU?
Dr. Edivaldo – Pode sim! Não tem problema nenhum.
Marcos Aurélio – Essa orientação já foi passada para as equipes de resgate do SAMU?
Dr. Edivaldo - Todos os médicos sabem dessa orientação.
Marcos Aurélio - Como está a situação dos hospitais regionais no Estado de Sergipe. Todos estão aptos a receberem esses pacientes?
Dr. Edivaldo – Essa informação o senhor irá conseguir com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, que pode lhe passar os dados com mais propriedade do que eu.
Marcos Aurélio – O senhor enquanto coordenador de regulação do SAMU não tem essa informação?
Dr. Edivaldo – Eu tenho as informações a respeito dos hospitais dadas pela nossa Central de Regulação, mas com propriedade é dada pela assessoria de comunicação da secretaria estadual de saúde.
Marcos Aurélio – E o senhor enquanto profissional, na hora que o senhor recebe uma demanda, o senhor não vai pedir a assessoria de comunicação para lhe informar sobre as condições dos hospitais, a minha pergunta é simples: os hospitais regionais do estado de Sergipe já estão todos aptos a receberem os pacientes encaminhados pelo SAMU?
Dr. Edivaldo - Eu acho que o senhor pode fazer essa pergunta diretamente lá a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde. O senhor pode ter essa informação de lá.
Marcos Aurélio – O Dr. Carlos Alberto nos informou que irá ao MPE da cidade de Carira apresentar a denúncia de que houve omissão de socorro a essa paciente, a sua defesa então é que a responsabilidade foi do próprio médico?
Dr. Edivaldo – Exatamente. Toda a regulação do sistema é feita e é gravada em tempo real. Então basta eu apenas levar essa ficha de atendimento para que isso seja imediatamente elucidado.
DATAFORM envia e-mail para o Blog!
e-mail recebido do responsável pelo Instituto DATAFORM, que publicamos na íntegra:
Meu caro Marco Aurélio, É claro que um instituto de pesquisa vive dos trabalhos em toda a sua trajetória, mas, eu só queria acrescentar que o trabalho do Dataform sob a minha ccordenação tem sido o melhor possivel, bem acima da média dentre todos os institutos do país: eleições de 2002 e 2008; respondo pelo dataform nestas pesquisas e na deste ano de 2010; por outro lado, veja minhas pesquisas pelo CEPECEM nas eleições de 2004. Sendo assim, sugiro não requentar estas notícias e avalie sob a minha gestão. Grato, Alailson Modesto.Nota do Blog:
O blog não emitiu nenhuma opinião sobre a pesquisa realizada pelo Dataform, ou qualquer outro Instituto. O que fiz foi alguns questionamentos, e os repito aqui neste comentário.
Sobre a pesquisa do DATAFORM, apesar de procurar no site do TRE-SE, não consegui encontrar quais foram as cidades pesquisadas, e qual o número de eleitores entrevistados em cada uma delas.
Tal informação deveria constar do registro da pesquisa no site do TRE-SE, ou não é mais obrigatório?
No caso da pesquisa IBOPE, o que achei estranho foi o fato de cidades com quantitativo de eleitores diferenciados terem o mesmo número de entrevistados. Quem conhece um pouquinho de estatística sabe que esse critério é falho. Eu não posso considerar um local que tenha 10.000 eleitores com a mesma proporção que um com 2.000. O resultado vai ser distorcido.
Só isso!
No mais, agradeço a atenção do responsável pelo Instituto DATAFORM. Aliás, quando o mesmo registra que devemos avaliar os números do Instituto agora, sob a sua responsabilidade, abre espaços para a dúvida quanto a período anterior. Mas, essa é outra discussão que não cabe agora. E só para lembrar, quem emitiu a opinião sobre o Instituto foi o responsável pelo site (www.itnet.com.br), Jamisson Machado.
Veja a opinião da Itnet sobre o DATAFORM!
Para analisarmos a pesquisa divulgada na manhã desta segunda-feira, pelo Instituto Dataform, fiz uma pesquisa no site Itnet, de grande acesso na região do agreste sergipano e veja o que encontrei:
Caso não consiga visualizar a imagem de forma nítida, acesse o link:
http://itnet.com.br/col.php?col_id=1&mat_id=5921
“É uma decepção muito grande com esse governo que nós construímos”
José Menezes diz que população e médicos sofrem com a política de Saúde do atual governo
Por Joedson Telles
Presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe, José Menezes, não é a pessoa mais indicada a sentar à mesa com o governador Marcelo Déda (PT) para uma conversa amistosa – sobretudo se o tema for Saúde Pública. Visivelmente indignado com o projeto apresentado pelo atual governo, Menezes diz que há uma grande decepção com o governo que, enquanto sindicalista, ajudou a construir. “Não sabemos o que a categoria fez a esse atual governante, que tenta a todo instante desmoralizar nossa categoria médica”, lamenta. De acordo com ele, o problema perpassa aos pacientes. “A população é que está sofrendo pela inércia desse governo, que disse que gastou tanto dinheiro com a saúde. Ele pode ter gasto, agora gastou mal. Ele não prestigiou recursos humanos, e não prestigiando está com hospitais ociosos, com escalas incompletas e persistirá desse jeito enquanto não prestigiar a categoria médica”, assegura, citando o Hospital de Urgência governador João Alves Filho, como um resumo da ópera. “Qual a saída para o hospital governador João Alves? Botar os hospitais do interior para funcionar. O Hospital João Alves é um retrato vivo da incompetência deste governo. O Hospital João Alves Filho, que tem um hospital anexo lá dentro, que este governo não colocou para funcionar, e zombou do Ministério Público do Estado, do Ministério Público do Trabalho, da Procuradoria da República…”, diz em tom de revolta. A seguir a entrevista que José Menezes concedeu a Universo Político.com.
Universo Político.com – O senhor prometeu buscar apoio de outras entidades para auxiliar o Sindicato dos Médicos a tentar impedir o pregão da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) para a contratação dos serviços médicos. O senhor conseguiu adesão à luta?
José Menezes - Olha, nós encaminhamos um ofício à Procuradoria Regional do Trabalho pedindo que haja intervenção, até porque a porta de entrada para o serviço público é através de um concurso. O governo fez um concurso recentemente, e na discussão prévia nós tínhamos dito que ele não ofereceu um atrativo suficiente para ter médicos nos seus quadros. E assim aconteceu. Ele fez o concurso, e não teve a adesão dos médicos que deveriam ter, porque uma das grades lutas nossa, enquanto sindicato, é o concurso público. Mas, infelizmente, o atual governo vem atuando de uma maneira, que nós não sabemos o porquê desse governo ter tanta coisa contra a categoria médica. Se, cronologicamente, fizermos uma análise fria, vamos verificar que, em Natal, o governo criminalizou nossa profissão encaminhando à polícia nove colegas. Chamou a imprensa para demonstrar a força, e ficou comprovado que o que ele encaminhou não era verdade. Foi uma maneira de tentar desmoralizar a categoria médica. Recentemente, para justificar o não funcionamento da Faculdade de Medicina no município de Lagarto, que politicamente deveria está funcionando agora em agosto, o governo encaminhou um pedido ao Conselho Federal de Medicina pedindo apoio para que essa faculdade venha a funcionar, mas ao mesmo tempo, ele acaba com a categoria médica sergipana com a Faculdade de Medicina já existente e com os médicos de Sergipe. E agora ele chegou ao ápice do desprestígio que nossa categoria tem com o atual governo, ao fazer um leilão, como se fosse um fim de feira, quando aquela mercadoria não tem mais nenhum valor, onde deveria ganhar, não quem desse o maior valor, mas quem desse a menor valia para oferecer o serviço. E nós agradecemos a vocês da imprensa porque deram eco ao nosso grito. Quando nós estamos lutando em nível de Brasil para que a profissão médica seja considerada profissão de carreira de Estado, o governo colocou no leilão onde vale a menor valia. É uma decepção muito grande com esse governo que nós construímos, nós sindicalistas, nós trabalhadores, e chegarmos aonde chegamos. Não sabemos o que a categoria fez a esse atual governante, que tenta a todo instante desmoralizar nossa categoria médica.
U.P.- O senhor outro dia disse que quando o governo atinge o médico, indiretamente, está atingindo à sociedade. Mantém o juízo?
J.M. – Olha, estamos vivendo um período político quando não podemos estar citando nomes de político que são candidatos. Agora, talvez porque a população tem mais voto do que a categoria médica. A categoria médica só são 3,3 mil médicos no estado de Sergipe. É uma minoria para dar, talvez, uma justificativa pela ineficiência do serviço médico que presta. Para tirar a culpa de cima dele, ele quer jogar para cima da categoria. A população sabe. A população é que está sofrendo pela inércia desse governo, que disse que gastou tanto dinheiro com a saúde. Ele pode ter gastado. Agora, gastou mal. Ele não prestigiou recursos humanos. E não prestigiando, ele está com hospitais ociosos, com escalas incompletas e persistirá desse jeito enquanto não prestigiar a categoria médica.
U.P.- O senhor quer dizer que a medicina correta começa e termina no médico?
J.M. – A medicina e a tecnologia têm avançado muito ultimamente, mas ainda não temos um hospital sem médico. Talvez para esses iluminados governantes, já tenham até hospitais funcionando sem médicos. Hospitais que ele não frequenta, porque onde ele frequenta, que quer o tratamento, tem médico valorizado – os daqui ficam para povo. Como estão os hospitais regionais de Sergipe, que estão em reforma há quatro anos, e que nunca funcionam? A população vem sendo penalizada. Qual a saída para o hospital governador João Alves? Botar os hospitais do interior para funcionar. Perdeu-se a credibilidade no atual governante na maneira dele atuar com a categoria médica.
U.P.- E as Clínicas de Saúde da Família não estão resolvendo o problema no interior?
J.M. - Quem pode melhor falar sobre as Clínicas de Saúde da Família são os habitantes dessas cidades do interior, e vocês da imprensa. Faça uma visita a uma delas. Nós esperávamos que essas clínicas viessem como mais um elo para melhorar o atendimento da população. Onde eles estão conseguindo botar, colocam mais uma com menos um. Quando o governo fecha um posto, tira daquele posto já existente, na maioria das vezes, naqueles povoados distantes, mas que dá para o atendimento da população. O que nos faz um bom serviço de saúde não é só a estrutura física de um prédio bonito, com uma fachada uniformizada, padronizada para todo o estado. O que faz o bom serviço funcionar é a qualidade técnica do serviço. São os técnicos engajados, prestigiados, encorajados para se dedicarem e com condições de trabalho. Não se dá condições de trabalho. Podem ter 102 Clínicas de Saúde da Família, ocas, vazias e sem funcionar e que continuarão assim, até porque eles não fizeram concurso para essas clínicas. Se eles não fizeram concurso de saúde da família, o que é isso? Governante que não está respeitando as leis? Onde é que está o concurso público para botar esse pessoal? Não foi feito. Quem é que vai administrar? As prefeituras. As prefeituras têm condições de botar essas clínicas para funcionar? A clínica de Malhador tem condições para funcionar? A prefeitura tem condições financeiras de botar mais duas clínicas para funcionar? Quando ele bota para funcionar dentro da cidade, fecha na periferia, no povoado Palmeira do Alecrim, e isso é o espelho que a gente vê no estado de Sergipe. Infelizmente, o governo gastou muito, mas não melhorou a saúde.
U.P.- Ao criticar o governo, o senhor entende que o faz de forma técnica, por não ser candidato. Mas há quem veja o discurso como político?
J.M. - Nós estamos no nosso sindicato só para receber reclamações. Por que não conseguimos interiorizar o médico em Sergipe? O governo fez uma solicitação ao Conselho Federal de Medicina, que os médicos não querem se interiorizar no estado de Sergipe. Querer, eles querem. Mas qual a estabilidade que o governo oferece? Onde é que está plano de cargos e salários? Por que todas as cidades de Sergipe têm um juiz de direito, um delegado, um promotor, mas não têm um médico? Por que essas carreiras jurídicas têm todo o apoio para ter um plano de carreira? Eles fazem concurso e sabem como entram, e sabem como se aposentarão. É uma vergonha o que nós estamos verificando no estado de Sergipe e em todo o Brasil: os médicos se aposentando e tendo que voltar a trabalhar para manter os seus status. São vergonhosos os contracheques dos médicos que trabalham para o Estado de Sergipe. Nós temos médicos no hospital governador João Alves onde eles estão ganhando menos do que ganhavam quando o atual governador entrou. Ele deve ter algo pessoal contra a categoria médica. Não é possível o que foi feito com a categoria médica Quando colocam alguém aqui para não fazer a discussão com as entidades. São sempre iluminados que vêm de fora, e não têm compromisso com a população sergipana. Porque, quando este governo acabar, estes iluminados vão embora e deixam o abacaxi aí. A população que sofra. Não há compromisso. Estamos cansados destes tecnocratas. Perdemos os melhores médicos. Os dedicados à população. Temos os que têm discurso bonito, mas na hora que perdem o “cc”, acaba o compromisso com a sociedade. Queremos compromisso por toda a vida. Isso não é campanha política. Onde essas pessoas estavam antes? E quando perderem o emprego vão para onde? Com os sergipanos não vão ficar. Ainda ficam dizendo que em 25 anos vão incorporar as gratificações. E quem está para se aposentar no próximo mês? Parece que o mundo começou quando estes iluminados chegaram aqui. Nós médicos fomos ignorados pelo atual governador. Ele não discutiu campanha salarial. Prometeu um plano de cargos e salários há três anos e oito meses para o Instituto de Previdência de Sergipe, hoje Ipesaúde, mas nem deu satisfação. Ignorou. A FHS coloca, agora, sem garantia nenhuma, porque está sub judice. A qualquer momento pode cair no Supremo Tribunal Federal (STF). Este é o retrato da nossa saúde. Houve construção, mas não tem atendimento nos municípios. Tudo vem para Aracaju. Como é que um governo que diz que fez tudo pela saúde, ao apagar das luzes, distribui 145 ambulâncias para o interior, para transportar o paciente para Aracaju? Se o sistema de saúde funciona interiorizado como dizem, para que tanta ambulância? É este o governo.
U.P. – O senhor fala em retrato da Saúde. O Hospital de Urgência governador João Alves Filho, levando-se em conta os problemas visíveis ali, representa um 3×4 da saúde pública em Sergipe?
J.M. - Podemos até dizer isso. O Hospital João Alves é um retrato vivo da incompetência deste governo. O Hospital João Alves Filho, que tem um hospital anexo lá dentro, o Hospital José Machado de Souza, da pediatria, que este governo não colocou para funcionar, e zombou do Ministério Público do Estado, do Ministério Público do Trabalho, da Procuradoria da República… Estamos discutindo isso, sabe desde quando? Desde abril de 2007. Estamos hoje no dia 26 de agosto de 2010. E onde está a pediatria? Será que as crianças deixaram de nascer? Deixaram de adoecer? E olha que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é tão decantado por estas autoridades, diz que o pediatra tem que atender agora, não é só até os 12 anos, não: é até os 18 anos. E vão ser atendidos aonde? O hospital está ali pronto para funcionar, desde o final de 2006, mas não se coloca para funcionar. Só no próximo ano. Como é que eu encerro meu mandato no dia 31 de dezembro de 2010, e prometo colocar para funcionar no dia 1º de janeiro de 2011? O que é isso, rapaz? Onde é que nós estamos?
U.P. – O paciente tem ciência da realidade que o senhor trouxe nesta entrevista, ou culpa o médico, que tem o contato direto com ele?
J.M. - O paciente procura o médico, quando não funciona, na maioria das vezes, ele não se inteira de que os responsáveis por isso é o governador que ele elegeu, é o diretor do hospital. Mas ele procura colocar a culpa no médico. Muitas vezes, o paciente chega ao hospital e não encontra médico de plantão. E o que é que as autoridades dizem? O que foi que o governo disse no dia 25 dezembro? O médico não veio trabalhar. Quando, na verdade, ele não tinha médico para colocar para trabalhar. Precisamos que a população tome conhecimento de que todas as vezes que chegar num serviço de urgência é preciso pedir a escala dos plantonistas. Esta escala foi definida no Ministério Público, no dia 7 de janeiro de 2009. A escala deve ser afixada.
Entrevista reproduzida na íntegra do portal Universo Político.com
DATARFORM PUBLICA PESQUISA SEM CITAR LOCAIS
O que explica o fato dos Institutos de pesquisa, aqui no Sergipe, e no Brasil, publicarem e o mais grave, registrarem pesquisa sem indicar os locais onde os dados foram levantados?
Esse fenômeno já foi denunciado no Brasil, pelo candidato José Serra, e agora a febre chegou à Sergipe.
A pesquisa publicada pelo IBOPE ainda conseguiu citar quais foram as cidades, apesar de ter dado o mesmo número às cidades de Cumbe e Neópolis, por exemplo. Isso é um “erro” cometido de forma proposital, ou ingênua.
A do DATAFORM, publicada pelo CINFORM nesta segunda-feira foi mais longe. Nao citou, nem no Jornal, e também não informou ao TRE – Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe, quais foram as cidades pesquisadas, assim como também não informa quantos eleitores foram pesquisados nessas cidades.
O mais interessante é que há pouco mais de 15 dias, o mesmo DATAFORM anunciava um empate técnico entre os dois candidatos, Déda e João. O que mudou em tão pouco tempo?
Estamos a caminho de uma ditadura de esquerda!
Alguns acontecimentos, que de algum modo estão sendo praticados de forma recorrente, tem criado uma terrível sensação de que estamos caminhando, a passos largos, para uma ditadura esquerdista.
As críticas que figuras importantes do PT, partido que ocupa o poder central do Brasil, têm feito aos veículos de comunicação que se posicionam contrários aos seus atos; a criação de uma rede de televisão, com recursos oriundos de um fundo sindical, corrente ligada umbilicalmente ao partido, e o incentivo da Presidência da República, são sinais claros de que isto irá acontecer.
Recentemente, num desses encontros promovidos pelo PT, ficou “acordado” que será necessário a criação de um órgão fiscalizador para as empresas e os profissionais de comunicação. Trocando em miúdos, a “Censura”, na qual, os veículos de comunicação que forem favoráveis ao governo serão beneficiados com recursos públicos, e os que forem contrários, serão aplicadas as novas regras de controle “social”.
Uma revelação de um deputado, dono de uma emissora de rádio, publicada na revista Veja dessa semana, demonstra como o governo do PT está agindo. Através de envio de dinheiro público, que varia entre 5 a 10 mil reais para as emissoras espalhadas por todo o País, para que os locutores falem bem do governo é a prova substancial de que há um movimento muito perigoso contra a democracia brasileira.
Agora, durante esse processo eleitoral, surge uma avalanche de pesquisas, que diariamente mostram um crescimento espantoso da candidata petista sobre o seu principal adversário. Um detalhe que já foi denunciado é que nessas pesquisas, não há o indicativo de quais cidades, e quantos brasileiros foram entrevistados. De acordo com a legislação, isso é crime!
Então fica aqui o meu registro sobre o que veremos, em pouco tempo, acontecer no nosso Brasil!

